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Quando fui convidada para escrever este artigo, sobre o tema diversidade por um Mindsetter que é meu amigo e uma pessoa que admiro muito, alguns sentimentos e sensações se manifestaram em mim.  
Primeiro a alegria pelo convite. E segundo pelo tema, que dentre as coisas que gosto de me expressar e falar, diversidade é um tema de meu cotidiano e que permite uma abordagem nova. 

Esse é um assunto muito amplo e sensível. Para escrever esse artigo, realizei muitas pesquisas e leitura sobre o tema. O que parece ser o tema do momento. É cool, politicamente correto, a bola da vez falar sobre diversidade e inclusão, com várias organizações já tendo criado ou estão criando o departamento de D&I. 

Eu considero-me uma pessoa com uma visão diferente, tanto do assunto diversidade quanto de como ele é tratado. Preciso dividir com vocês caros leitores, que sou uma pessoa contra todos os extremismos. Sou uma pessoa do caminho do meio, nem tão ao céu, nem tão ao inferno, mas vamos lá, o texto em questão é para falar de diversidade. 

Então antes de tudo vamos entender a origem dessa palavra, o que ela significa e como ela é usada. 

Etimologia (origem da palavra diversidade). A palavra diversidade deriva do latim diversas, atis, e significa “variedade, alteração, mudança, diferença, (https://www.dicio.com.br

Característica ou estado do que é diverso, diferente, diversificado; não semelhante: diversidade de argumentos no discurso. 

Se analisarmos apenas por esse prisma, falar em diversidade é dizer que temos que tratar do diferente, do que não é igual a maioria, do que não se encaixa no padrão. 

Em um dos artigos que li sobre diversidade e inclusão, estava escrito:  

“Portanto, além de contribuir para a construção de uma sociedade mais igual, a promoção da diversidade e a inclusão nas empresas, por meio de programas de D&I que ajudem a criar ambientes que abracem as diferentes minorias, traz uma série de benefícios também para os negócios. (https://treediversidade.com.br/diversidade-e-inclusao-nas-empresas/) 

Penso que só nessa colocação se tem o pré-conceito de que estrangeiro, negro, mulheres, LGBTQ+, indígenas, etc,  são minorias, e quando os tratamos assim, precisando até mesmo criar departamentos específicos para trabalhar e acolher essas pessoas, cotas de contratações para diversidade e inclusão, já estamos tratando essas pessoas como menos capazes, como tendo necessidade de tratamento diverso ou especial. 

Penso que,  se ao invés de falarmos de diversidade e inclusão, falarmos mais em pluralidade (fato de existir em grande quantidade, de não ser único; multiplicidade de opções e possibilidade , diversidade) (https://www.dicio.com.br) teremos uma visão adequada a realidade em que vivemos. 

Pluralidade nos remete a mais possibilidades.  

Podemos então pensar que se ao invés de considerarmos, “LGBTQ+, PcD, estrangeiros e indígenas, mulheres na liderança” ou que mais se considere diversidade, se olharmos as pessoas como plurais, com suas características únicas, com a multiplicidade de possibilidades que isto gera, que cada indivíduo agrega valor justamente por ser único e diferente, independentemente de sua nacionalidade, raça, gênero, orientação sexual, etc. conseguiremos ter uma abordagem ampla e propositiva 

Se entendermos que todos somos plurais, somos seres únicos e diferentes uns dos outros e que estamos todos conectados, talvez não precisemos ter departamentos específicos para tratar de diversidade e inclusão, pois quando nos entendemos todos como diferentes, já somos por definição  inclusivos. 

Precisamos olhar TODOS como plurais e perceber que nossas diferenças se completam e nos fazem maiores. 

Quando conseguirmos ter esse entendimento, acredito que não precisaremos falar mais sobre diversidade, sobre inclusão ou sobre racismo, apenas entender e respeitar cada indivíduo como ele é, único, plural e especial independente de qualquer característica que tenha. 

Tenho me colocado nos eventos que participo sobre o tema, me colocando  como diversidade, pois se diversidade é ser diferente, eu serei sempre diversidade. Não me encaixo nos padrões, normas e regras que a sociedade dos “normais” ou do “passado” tenta impor 

Fica então aqui uma sugestão. Já que todos nos reconhecemos como únicos e diferentes, vamos falar mais em pluralidade e menos em diversidade e inclusão. Me parece que quando se fala em inclusão, é porque há exclusão, sou uma pessoa de muita fé, que acredita em um mundo onde essa palavra não precisará mais existir, pois todos nos reconheceremos como diferentes, complementares e parte de um mesmo todo. 

Os autores dos artigos, vídeos e podcasts assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo de sua autoria. A opinião destes não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Instituto Dynamic Mindset.

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Tamara Aranchipe

Tamara Aranchipe

Administradora, com 10 anos de experiência em gestão de pessoas, apaixonada por entender e estudar as conexões humanas e sociais. Pós-graduada em Gestão de Empresas e em Gestão de Recursos Humanos, Formação em Coaching e Mentoring pelo ICP e Desenvolvimento e Liderança pelo Instituto Nacional de Excelência Humana. Recebeu o reconhecimento de melhor projeto de desenvolvimento de núcleos empresariais pela Confederação da Associações Comerciais e Empresariais do Brasil CACB) atuando como Gerente de Projetos pela Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL)

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