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Fomos estimulados desde a infância, pelo modelo educacional social, a olhar o que falta.

Na escola, precisávamos focar nas disciplinas que não íamos bem, com aulas de reforço, recuperação e carregar o peso do julgamento de não ser inteligentes por simplesmente não ir bem em todas as matérias. Este modelo afasta a pessoa de desenvolver seus talentos e aptidões naturais, visando encaixar todos na mediocridade, afinal o importante é estar na média e passar em tudo.

Pela não personificação educacional, de não focar na força e no dom que cada ser humano recebe da natureza, formatamos os futuros adultos para a incompreensão de si mesmos e por consequência para uma vida frustrada, ausente de sentido, buscando as respostas fora. E um dos efeitos é uma humanidade viciada em medicamentos para tentar solucionar apenas o fenômeno, e não a causa.

Este mindset individual, micro acaba refletindo no social, macro. Afinal uma sociedade é composta por pessoas e é apenas o reflexo destas. Assim como o corpo é o conjunto de suas células e órgãos, que quando não estão bem refletem no todo.

O mito da caverna de Platão retrata o que seria o ser humano que poderia conduzir a sociedade para além da escuridão: aquele que busca a sabedoria. Sair da caverna é ir em busca da verdade, ancorada nas leis da natureza, para depois poder conduzir e liderar os demais. E esta busca da verdade não é externa, e sim interna.

Neste processo, é necessário o mindset da prosperidade, de olhar o que se tem, e não apenas focar no problema, no que falta.

E percebo que aqueles que conduzem o país estão a olhar apenas a sombra, e não a oportunidade, o que pode realmente nos levar à um novo caminho de crescimento, riqueza, desenvolvimento humano e liderança global.

Evidente que problemas complexos não podem ser solucionados com apenas um projeto, mas atacar apenas o fenômeno não nos levará para o patamar que podemos, merecemos e queremos chegar. Precisamos de um novo propósito, de um ideal de nação que nos conduza ao novo Brasil. 

Ao invés de olharmos o nível de desemprego, precisamos olhar para um dos setores que mais emprega e mais tem falta de mão de obra: o de inovação e tecnologia.

Estamos pensando e agindo no velho mundo, enquanto a nova economia entra sem pedir licença. Até 2024 faltarão 600 mil profissionais, qualificados para o setor de tecnologia e inovação.

Se tivermos um projeto de país de desenvolver pessoas para esta área em 5 anos estaríamos injetando, apenas considerando os salários, no mínimo 1 trilhão e 200 bilhões na economia brasileira por mês, sem contar o volume de projetos, negócios e impostos que se gerariam. 

Ao focar na oportunidade, geraríamos soluções para o desemprego, competitividade global, previdência, entre outros fatores que impactam diretamente ou indiretamente a vida de milhões de brasileiros.

Podemos formar jovens de periferias, do interior, das áreas rurais, pessoas acima de 60 anos desempregadas, gerando novas oportunidades de emprego. Os benefícios? Podemos vender para o mundo, com valor agregado (o que tanto falta para as commodities), os novos profissionais poderão trabalhar de suas cidades, afinal o setor de tecnologia permite trabalhar a distância, além de ser uma indústria limpa. 

Competir com o setor industrial tradicional após o fenômeno China é complexo, mas competir na indústria da tecnologia e inovação ainda é possível e para isso precisamos ter um projeto de país para nos diferenciar na qualificação humana deste setor. Nesta missão precisamos da união de todos os setores – público, privado, universidades, sociedade civil.

Em 10 anos podemos ter um novo Brasil, mas para isso precisamos parar de olhar a escassez, para o que falta, e o olhar a oportunidade que pode realmente transformar nossa economia e sociedade.

Os autores dos artigos, vídeos e podcasts assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo de sua autoria. A opinião destes não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Instituto Dynamic Mindset.

 Comentários
  • Priscylla Spencer disse:

    Genial Soraia! Parabéns!
    Eu complemento: A base para a inovação é a criatividade. E a fonte da criatividade é a liberdade do Ser, o autoconhecimento. Nos transformar para transformar o mundo!
    Anexo um link que vai de encontro ao texto, justamente nas bases da educação. Trata-se de um projeto, idealizado por mim, Priscylla Spencêr e Tânia Iorillo.
    Link: http://bit.ly/pensara2_educacaocolaborativa
    O texto do link é parte do Manifesto do Projeto: EDUCAÇÃO COLABORATIVA – Por uma educação liberta e criativa.
    Quem somos e o que queremos:
    Somos seres preocupados com o futuro da nova geração. Queremos fazer algo para melhorar esse País e o mundo. Acreditamos que o futuro “justo” para todos, dar-se-á junto aos jovens despertados para a nova era: do autoconhecimento, compartilhamento, engajamento, generosidade e liberdade do Ser. Ajude-nos a construir um País mais igualitário e humanizado!
    Priscylla Spencêr e Tânia Iorillo
    Idealizadoras do projeto

    Ficaremos felizes de puderes comentar e nos dizer o que acha, bem como nos ajudar a concretizar tudo isso.
    Gratidão. Priscylla Spencêr

  • Marcos Bernd disse:

    Ótimo artigo Soraia. Embora uma mudança geral de paradigma de país requeira um esforço muito maior no desenvolvimento de Políticas de Estado de Educação Pública de Qualidade, algo similar à Coreia do Sul do pós-guerra, realmente, para começar a transformar o Brasil em curto prazo, focar num modelo educacional voltado às oportunidades em tecnologia e inovação é uma excelente alternativa para colher rapidamente frutos econômicos e sociais. E isso pode envolver todas as organizações da sociedade, incluindo a iniciativa privada e o terceiro setor.

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Soraia Schutel

Soraia Schutel

Co-fundadora e CEO da Sonata Brasil. Empreendedora, especialista em educação transformadora nas empresas, coach executiva, palestrante internacional, experiência docente em cursos de gestão e MBA há mais de 15 anos. Ver perfil completo >>

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